É interessante ressaltar que as cartas do apóstolo Paulo vai de encontro a todo o pensamento doutrinário de Paulo acerca do Evangelho, ou seja, ela também traz à tona a ideia paulina de que a salvação é pela graça de Deus, não dependo de obras humanas (Ef 2. 8-10).
Esse aspecto mais doutrinário da carta aos Filipenses pode ser bem observado, sobretudo, no capítulo 3, em que após discorrer nos capítulos 1 e 2 sobre vários aspectos da vida cristã (como a importância da cooperação , o valor do sofrimento, a benção de viver em Cristo e o exemplo de humildade dado por Cristo), Paulo começa a tecer um alerta à igreja em Filipos acerca dos cristãos judaizantes, ou seja, os cristãos que estavam anexando rituais e práticas da religião judaica à fé cristã.
É interessante lembramos que o judaísmo do segundo Templo (ou seja, a religião judaica após o exílio na Babilônia), era uma religião legalista, que cria que a salvação era somente para os judeus e para aqueles que se convertessem ao judaísmo e, assim como os judeus, se dedicassem a cumprir integralmente a Lei de Moisés. E os cristãos de origem judaica tinham uma forte influência do judaísmo do segundo Templo, ao ponto de crerem que aqueles que se convertessem ao Evangelho de Jesus precisariam observar alguns ordenanças da Lei de Moisés (Torá) como guardar o sábado, se abster de determinados alimentos e praticar a circuncisão.
Ao lermos o capítulo 3 percebe-se claramente que o pensamento de Paulo acerca do Evangelho contrariava totalmente esse legalismo judaico.
Como pode-se observar principalmente nas cartas aos Romanos e aos Gálatas, Paulo defende que a salvação não é somente para o povo judeu, e muito menos que seja obtida por meio das obras da Lei (em maiúsculo, pois falo da Lei de Moisés).
O orgulho dos judeus (e dos cristãos de origem judaica) para com o fato de serem descendentes de Abraão é algo que Paulo chama de confiar na carne (3. 3). Por isso, o apóstolo passa a dizer que se alguém podia se gloriar na carne, esse alguém era ele (3. 4-6). Porém, ciente do quão mais valioso é mistério da cruz, Paulo afirma a "superioridade do valor do conhecimento de Cristo" em detrimento dessa confiança na carne arrogada pelos judeus e pelos cristãos judaizantes (3. 7-11).
Posteriormente, o apóstolo dos gentios declara que ele ainda não chegou à perfeição (em termos de santidade e entrega), mas quem tem buscado caminhar nesse sentido, esquecendo-se das coisas que para trás ficam (inclusive sua antiga confiança na carne) (3. 12-15).
Paulo ressalta, ainda, que aquele que alcançou maturidade espiritual deve ter uma consciência como a dele: a de que ainda não alcançou a perfeição (3. 15). E sugere ao irmãos continuarem caminhando na medida da perfeição que já haviam atingindo (3. 16).
Por fim, o apóstolo volta a alertar aos irmãos quanto às heresias judaizantes presentes na igreja (3. 17-21). Ele lembra os filipenses que ele, Paulo, era um imitador de Cristo, o qual não ostentava orgulho vergonhoso (3. 19) e nenhum nacionalismo barato (3. 20), como faziam os "inimigos dá cruz de Cristo" (3. 18), os cristãos judaizantes que estavam tentando corromper a doutrina genuína.
Comentário:
Devo dizer que uma o orgulho dos judeus e dos cristãos judaizantes, o qual Paulo combatia, se assemelha em muito ao orgulho e à prepotência da igreja do séc XXI.
Não podemos, como fez Israel, nos esquecer que o Senhor nos colocou aonde estamos, para servir e ser um ponto de referência para que as nações conheçam Deus. Não podemos achar que a graça e a misericórdia de Deus é somente para nós.
Nosso orgulho pode ferir nossos irmãos e também àqueles que precisam de Cristo e ainda não o conhecem.
Os judeus erraram ao acreditar que o propósito de Deus era apenas salvá -los. E a igreja não pode cometer o mesmo erro.
Ela precisa abrir a boca, os braços e o coração aos perdidos. Deus os ama e nos escolheu pra anunciarmos isso a eles.
Em filipenses 3 podemos compreender o que é renunciar status e servir realmente a Cristo.
Paulo tinha uma grande posição eclesiástica para os judeus mas de que valia tudo isso se não fosse para glorificar o nome daquele que é digno.
Valeria mais o status ou a morte de Cristo? Muitas vezes vivemos a antiga lei ao invés de vivermos a graça(como foi escrito mais acima).
Não quero dizer dos 10 mandamentos mais sim dos costumes passados, esquecemos que vivemos pela graça e se estudarmos todos os livros de Paulo iremos perceber e aprender o que realmente que todo esse amor que Cristo teve pela igreja é a graça.
Cristo tinha de tudo para continuar no céu mas o amor foi maior.
Saulo tinha todo o poder principalmente pelo status para derrubar a igreja mas o encontro com Cristo foi tão impactante que Deus o transformou em Paulo.
Seu encontro com Cristo tem feito você abrir mão do status para viver sobre a graça?
Texto Luciene Rosa e Felipe Gomes.
Imagem: Jéssica de Paula.
Esse aspecto mais doutrinário da carta aos Filipenses pode ser bem observado, sobretudo, no capítulo 3, em que após discorrer nos capítulos 1 e 2 sobre vários aspectos da vida cristã (como a importância da cooperação , o valor do sofrimento, a benção de viver em Cristo e o exemplo de humildade dado por Cristo), Paulo começa a tecer um alerta à igreja em Filipos acerca dos cristãos judaizantes, ou seja, os cristãos que estavam anexando rituais e práticas da religião judaica à fé cristã.
É interessante lembramos que o judaísmo do segundo Templo (ou seja, a religião judaica após o exílio na Babilônia), era uma religião legalista, que cria que a salvação era somente para os judeus e para aqueles que se convertessem ao judaísmo e, assim como os judeus, se dedicassem a cumprir integralmente a Lei de Moisés. E os cristãos de origem judaica tinham uma forte influência do judaísmo do segundo Templo, ao ponto de crerem que aqueles que se convertessem ao Evangelho de Jesus precisariam observar alguns ordenanças da Lei de Moisés (Torá) como guardar o sábado, se abster de determinados alimentos e praticar a circuncisão.
Ao lermos o capítulo 3 percebe-se claramente que o pensamento de Paulo acerca do Evangelho contrariava totalmente esse legalismo judaico.
Como pode-se observar principalmente nas cartas aos Romanos e aos Gálatas, Paulo defende que a salvação não é somente para o povo judeu, e muito menos que seja obtida por meio das obras da Lei (em maiúsculo, pois falo da Lei de Moisés).
O orgulho dos judeus (e dos cristãos de origem judaica) para com o fato de serem descendentes de Abraão é algo que Paulo chama de confiar na carne (3. 3). Por isso, o apóstolo passa a dizer que se alguém podia se gloriar na carne, esse alguém era ele (3. 4-6). Porém, ciente do quão mais valioso é mistério da cruz, Paulo afirma a "superioridade do valor do conhecimento de Cristo" em detrimento dessa confiança na carne arrogada pelos judeus e pelos cristãos judaizantes (3. 7-11).
Posteriormente, o apóstolo dos gentios declara que ele ainda não chegou à perfeição (em termos de santidade e entrega), mas quem tem buscado caminhar nesse sentido, esquecendo-se das coisas que para trás ficam (inclusive sua antiga confiança na carne) (3. 12-15).
Paulo ressalta, ainda, que aquele que alcançou maturidade espiritual deve ter uma consciência como a dele: a de que ainda não alcançou a perfeição (3. 15). E sugere ao irmãos continuarem caminhando na medida da perfeição que já haviam atingindo (3. 16).
Por fim, o apóstolo volta a alertar aos irmãos quanto às heresias judaizantes presentes na igreja (3. 17-21). Ele lembra os filipenses que ele, Paulo, era um imitador de Cristo, o qual não ostentava orgulho vergonhoso (3. 19) e nenhum nacionalismo barato (3. 20), como faziam os "inimigos dá cruz de Cristo" (3. 18), os cristãos judaizantes que estavam tentando corromper a doutrina genuína.
Comentário:
Devo dizer que uma o orgulho dos judeus e dos cristãos judaizantes, o qual Paulo combatia, se assemelha em muito ao orgulho e à prepotência da igreja do séc XXI.
Não podemos, como fez Israel, nos esquecer que o Senhor nos colocou aonde estamos, para servir e ser um ponto de referência para que as nações conheçam Deus. Não podemos achar que a graça e a misericórdia de Deus é somente para nós.
Nosso orgulho pode ferir nossos irmãos e também àqueles que precisam de Cristo e ainda não o conhecem.
Os judeus erraram ao acreditar que o propósito de Deus era apenas salvá -los. E a igreja não pode cometer o mesmo erro.
Ela precisa abrir a boca, os braços e o coração aos perdidos. Deus os ama e nos escolheu pra anunciarmos isso a eles.
Em filipenses 3 podemos compreender o que é renunciar status e servir realmente a Cristo.
Paulo tinha uma grande posição eclesiástica para os judeus mas de que valia tudo isso se não fosse para glorificar o nome daquele que é digno.
Valeria mais o status ou a morte de Cristo? Muitas vezes vivemos a antiga lei ao invés de vivermos a graça(como foi escrito mais acima).
Não quero dizer dos 10 mandamentos mais sim dos costumes passados, esquecemos que vivemos pela graça e se estudarmos todos os livros de Paulo iremos perceber e aprender o que realmente que todo esse amor que Cristo teve pela igreja é a graça.
Cristo tinha de tudo para continuar no céu mas o amor foi maior.
Saulo tinha todo o poder principalmente pelo status para derrubar a igreja mas o encontro com Cristo foi tão impactante que Deus o transformou em Paulo.
Seu encontro com Cristo tem feito você abrir mão do status para viver sobre a graça?
Texto Luciene Rosa e Felipe Gomes.
Imagem: Jéssica de Paula.

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